A Interação Entre Genes e Ambiente
Nem todos os genes que possuímos se manifestam, mas podem ser transmitidos à nossa descendência. O ambiente é condição essencial para a manifestação desses genes na forma de fenótipo.
A Conceção Preformista defendia o determinismo hereditário, sugerindo que o indivíduo já estava pré-formado no espermatozoide. Esta visão desconsiderava o papel do meio ambiente, propondo que o fenótipo seria apenas uma expansão do genótipo. Essa teoria limitava-se a uma forma de determinismo biológico, onde o património genético ditaria completamente o rumo do desenvolvimento e comportamento.
Em contraste, a Conceção Epigenética abandonou essa visão determinista, introduzindo a noção de possibilidade ou predisposição genética. Nesta perspetiva, o património genético representa uma predisposição que depende da interação com o meio para se manifestar. O ambiente transforma possibilidades biológicas em características reais.
🔍 Perspetiva importante: A relação entre genótipo e meio não deve ser vista como um novo determinismo social, mas como um processo interativo que define o que chamamos de pessoa. Esta interação começa na fase embrionária e continua por toda a vida.