A Ascensão dos EUA
Os Estados Unidos emergiram da guerra como a principal potência económica mundial. Enquanto a Europa, ainda no início do século XX, podia afirmar-se como potência hegemónica, a partir de 1914 passou para uma situação de dependência em relação aos EUA.
Durante a guerra, os EUA forneceram à Europa matérias-primas, alimentos e armas, muitos deles a crédito. Após o conflito, possuíam cerca de 50% das reservas de ouro mundial e dominavam os mercados internacionais, incluindo a própria Europa, não só colocando mercadorias, mas também realizando investimentos e financiamentos essenciais para a reconstrução europeia.
O sucesso económico americano baseou-se no taylorismo/fordismo (produção e consumo em massa), na concentração empresarial e nas inovações técnicas. Em 1922, com a estabilidade monetária, as moedas europeias voltaram à convertibilidade, e em 1924 os créditos americanos tornaram-se a base da recuperação da Europa.
Os capitais americanos, rentabilizados na Europa, voltavam para os EUA na forma de pagamentos dos empréstimos. No início da década de 1920, Nova Iorque tornou-se no principal centro financeiro do mundo. Entre 1925-1929, o mundo capitalista viveu tempos de prosperidade americana, marcada por incessantes avanços técnicos, pela organização racional do trabalho e pela concentração empresarial.