A Governação Absolutista e a Corte Régia
No absolutismo, o monarca detinha todos os poderes fundamentais do Estado: legislativo (fazia as leis), judicial (exercia a justiça suprema) e executivo (nomeava funcionários, controlava as finanças e tratava com potências estrangeiras). A governação era estruturada em vários níveis para garantir o controlo efetivo do território.
No governo central, o inspetor-geral das finanças e o chanceler eram os principais pilares da governação, apoiados por vários secretários de Estado responsáveis por áreas como guerra, marinha e negócios estrangeiros. O conselho do rei tinha função consultiva, acompanhando o monarca nas suas decisões. Já nas províncias, a administração local ficava a cargo de intendentes, que funcionavam como verdadeiros agentes do absolutismo nos territórios mais afastados da capital.
A corte régia era o espaço privilegiado da encenação do poder real. Luís XIV de França representou o melhor exemplo da monarquia absoluta, imortalizando a frase "L'État c'est moi" ("O Estado sou eu"). Conhecido como "Rei Sol" (pois, como o sol, não descansava), usava símbolos de poder como o manto azul bordado com flores-de-lis, coroa, cetro e a espada de Carlos Magno.
A sociedade de corte era formada por nobres que viviam em torno do rei e cuja sobrevivência dependia do bom relacionamento com o monarca. A vida na corte obedecia a uma rígida etiqueta, existindo grande competitividade entre os nobres pelos favores reais. O prestígio e a posição eram atribuídos conforme a proximidade ao rei, criando um sistema onde todos dependiam da vontade do soberano.
💡 Curiosidade! O Palácio de Versalhes, construído por Luís XIV, foi estrategicamente projetado para manter a nobreza próxima e controlada. Os nobres competiam por quartos no palácio, sendo os mais próximos aos aposentos reais considerados sinal de grande prestígio!