Organização do Estado Português após a Restauração
Após a Restauração da Independência em 1640, o aparelho burocrático português foi reorganizado em quatro áreas fundamentais. Na área da Justiça, destacavam-se a Mesa do Desembargo do Paço (tribunal de última instância), a Casa da Suplicação (região sul), a Relação da Casa do Porto (região norte) e o Tribunal do Santo Ofício (questões religiosas).
No domínio das Finanças, o Conselho da Fazenda foi reorganizado em 1642, composto por três administradores responsáveis pela regulamentação das alfândegas, gestão das pensões da coroa e administração da fazenda real.
A Administração do reino ficou a cargo do Conselho Ultramarino, que se responsabilizava pelo provimento de oficiais da justiça, da fazenda e da guerra, além da expedição das naus para as colónias.
Quanto aos Assuntos militares, o Conselho de Guerra tratava da conservação das fortalezas, expedição das tropas e nomeação de cargos militares, exercendo também funções judiciais. A Junta dos Três Estados, por sua vez, administrava a recolha de impostos destinados à defesa do reino.
O período entre 1706 e 1750, correspondente ao reinado de D. João V, marcou a afirmação definitiva da monarquia absoluta em Portugal. Seguindo o modelo francês de Luís XIV, o monarca português reforçou sua autoridade, aumentou o prestígio externo do reino, promoveu o fausto na corte e apoiou generosamente as artes e letras.