A Sociedade de Ordens no Antigo Regime
A sociedade do Antigo Regime estava dividida em três ordens: clero, nobreza e povo. Cada grupo tinha um estatuto jurídico próprio com privilégios e obrigações específicos, independentemente da sua condição económica.
O clero (primeiro estado) era a ordem mais culta e instruída. Gozava de inúmeros privilégios como leis e tribunais próprios, isenção de impostos e a possibilidade de exercer altos cargos. Dividia-se entre alto clero (cardeais, arcebispos, abades) - que vivia com riqueza e ostentação - e o baixo clero (párocos, frades) - que levava uma vida mais simples.
A nobreza (segundo estado) era a ordem com mais prestígio social. Os nobres estavam isentos de impostos (exceto em casos de guerra), tinham um regime jurídico próprio com leis mais brandas e ocupavam os cargos mais importantes na administração e defesa. Subdividia-se em alta nobreza (príncipes, duques, marqueses) e baixa nobreza (viscondes, cavaleiros).
O povo (terceiro estado) era a ordem mais heterogénea. No topo encontrava-se a burguesia (elite do terceiro estado) composta por homens de letras, mercadores e banqueiros. Abaixo estavam os lavradores, artesãos, assalariados e, por fim, os mendigos e indigentes. Todos pagavam impostos ao rei, à nobreza e ao clero.
Curiosidade: Aproximadamente 80% da população europeia durante o Antigo Regime era composta por camponeses, mostrando como a sociedade era predominantemente rural!
Esta sociedade tripartida era marcada por pouca mobilidade social, embora alguns membros da burguesia conseguissem ascender através do dinheiro, estudos, cargos no Estado ou casamentos com famílias nobres falidas.


























