As Dificuldades da 1ª República Portuguesa
A implementação da República em Portugal, a 5 de outubro de 1910, surgiu com a promessa de profundas reformas que resolveriam os problemas económicos, judiciais e educativos do país. Contudo, esse sonho republicano rapidamente encontrou obstáculos intransponíveis.
A participação portuguesa na Grande Guerra agravou drasticamente a situação económica e financeira. Os bens de consumo básicos como pão, azeite, bacalhau e açúcar começaram a ser racionados, afetando principalmente as classes mais pobres. A produção industrial caiu, aumentando o défice comercial e a dívida pública disparou.
Para resolver a crise financeira, os governos republicanos começaram a emitir mais moeda, o que provocou uma inflação descontrolada. Esta desvalorização da moeda reduziu significativamente o poder de compra, principalmente das classes médias e dos operários, cujo custo de vida não parava de aumentar.
Sabias que? Durante a Primeira República, Portugal teve 45 governos diferentes em apenas 16 anos, uma média de um governo a cada 4 meses!
A Constituição de 1911 contribuiu para esta instabilidade política ao dar excessivos poderes ao Parlamento sobre os governos e presidentes. Este problema agravou-se com a fragmentação do Partido Republicano e as revoltas monárquicas, culminando em vários golpes de estado. Em 1917, Sidónio Pais instaurou a "República Nova", um regime ditatorial que pretendia combater a hegemonia do Partido Democrático.





























