A Grande Depressão e os regimes totalitários
A prosperidade americana dos anos 20 escondia graves fragilidades estruturais: excesso de produção agrícola, queda de preços, redução do consumo e inadimplência creditícia. O Crash bolsista de 24 de outubro de 1929 desencadeou uma crise mundial sem precedentes, com retirada de capitais americanos, abandono do padrão-ouro e políticas deflacionistas que paralisaram o comércio internacional.
A Grande Depressão dos anos 30 caracterizou-se pela quebra da produção, desemprego massivo, falências em cadeia e deflação. As consequências sociais foram devastadoras: miséria generalizada, contestação, radicalização política e descrédito da democracia, do liberalismo e do capitalismo.
Este contexto foi ideal para a consolidação dos regimes totalitários nos anos 30 e 40. Na Itália, Mussolini e o PNF; na Alemanha, Hitler e o Partido Nazi; na URSS, Estaline com o "socialismo num só país". Estes regimes partilhavam características: poder absoluto do Estado e do chefe, partido único, suspensão de liberdades e controle total da sociedade.
O estalinismo distinguiu-se pela planificação económica centralizada (Gosplan), pelos planos quinquenais e pela coletivização agrícola forçada, que eliminou os kulaks e criou kolkhoz (cooperativas) e sovkhoz (fazendas estatais). A burocratização e repressão foram brutais, com deportações, execuções e os infames Gulag.
Não esquecer! Enquanto os fascismos se baseavam no nacionalismo exacerbado e oposição ao comunismo, o estalinismo defendia o socialismo através do controle estatal da economia, mas ambos usavam a repressão, a propaganda e o culto ao líder como instrumentos de poder.