A Nova Sociedade Urbana
Com a concentração industrial, comercial e de serviços nas áreas urbanas, a população rural migrou em massa para as cidades, criando enormes aglomerações urbanas. Surgiram grandes metrópoles e, por vezes, megalópoles.
Esta nova realidade urbana transformou profundamente as relações sociais. As populações rurais encontraram um mundo totalmente diferente, com novos ritmos de trabalho, condições de vida precárias e vínculos laborais instáveis. O desenvolvimento dos transportes facilitava a mobilidade entre cidades, contribuindo para o desenraizamento das pessoas.
Nos grandes blocos residenciais e nas unidades empresariais, predominava o anonimato e o individualismo. As tradicionais redes de solidariedade que existiam nas comunidades rurais desintegraram-se, dando lugar a relações mais impessoais.
O trabalho em série e a produção em massa levaram à desumanização do trabalho. O operário tornou-se mais uma peça da máquina produtiva, com sua remuneração vinculada ao nível de produtividade. O trabalho racional transformou o homem num escravo da atividade profissional e dos valores materiais.
💡 A vida urbana era marcada pela despersonalização dos comportamentos. A estandardização do trabalho provocou também a uniformização dos modos de vida - saíam e entravam às mesmas horas e frequentavam os mesmos espaços.
Para ocupar os tempos livres, os habitantes das cidades frequentavam cafés, esplanadas, jardins, salões de baile e cinemas. As populações procuravam viver de forma intensa e frenética, no período que ficou conhecido como os "anos loucos" (anos 20), embalados por ritmos como o jazz, foxtrot e charleston.