A I Guerra Mundial - a rutura no panorama político europeu e mundial
O final do século XIX foi marcado por uma intensa rivalidade colonial entre as grandes potências europeias industrializadas (Reino Unido, França e Alemanha), que competiam por novos mercados e matérias-primas na África e Ásia. Este ambiente de tensão resultou na formação de alianças militares opostas.
A Europa vivia um paradoxo conhecido como "paz armada" - havia paz, mas todos se preparavam para um possível conflito. Foi neste contexto que o assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro em Sarajevo, a 28 de junho de 1914, desencadeou o sistema de alianças e deu início à Primeira Guerra Mundial.
O que muitos esperavam ser uma guerra rápida tornou-se um conflito de mais de quatro anos , passando por diferentes fases: a Guerra dos Movimentos, a Guerra das Trincheiras e novamente a Guerra dos Movimentos. Esta guerra representou uma rutura histórica em três aspetos fundamentais: duração ininterrupta, extensão geográfica sem precedentes e mobilização massiva de recursos.
💡 A Primeira Guerra Mundial foi o primeiro conflito verdadeiramente global, envolvendo combates não apenas na Europa, mas também na África, Mediterrâneo, Atlântico e Pacífico, com a participação de países como os EUA, China e Brasil.
As alianças militares que se enfrentaram foram:
- Tríplice Aliança (1882): formada pelo Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Reino de Itália (que depois mudou de lado), à qual se juntaram o Império Otomano e a Bulgária, tornando-se os "Impérios Centrais".
- Tríplice Entente (1907): uniu França, Rússia e Reino Unido, posteriormente incorporando outros países, incluindo os EUA, formando os "Aliados".






























