O processo de independência e o nascimento dos EUA
No século XVIII, existiam 13 colónias inglesas na costa atlântica da América do Norte. Os colonos mantinham proximidade cultural com Inglaterra, falando a mesma língua e seguindo as mesmas leis. No entanto, cresceu nestas colónias uma burguesia rica e com desejos de autonomia.
A partir de 1760, as relações deterioraram-se quando a Inglaterra impôs novos impostos para pagar as despesas da Guerra dos 7 anos. Entre 1764 e 1773, várias leis, como a Lei do Açúcar, a Lei do Selo e a Lei do Chá, aumentaram a tributação dos colonos americanos.
Em 1773, aconteceu o famoso Boston Tea Party, quando colonos disfarçados de índios lançaram ao mar um carregamento de chá de navios ingleses. Este protesto contra os impostos levou a Inglaterra a enviar tropas, aumentando ainda mais o sentimento de revolta.
Em 1775, os representantes das 13 colónias reuniram-se em Congresso e decidiram criar um exército liderado por George Washington. No ano seguinte, a 4 de julho de 1776, aprovaram a Declaração de Independência dos EUA.
💡 A França, rival da Inglaterra, ajudou decisivamente os americanos na guerra pela independência enviando 5.000 soldados e uma frota considerável. Sem este apoio, seria muito mais difícil derrotar os britânicos!
Em 1787, após vencerem a guerra, as colónias aprovaram uma Constituição que criou a República Federal dos Estados Unidos da América. Este documento aplicou ideias do Iluminismo como a separação dos poderes (legislativo, executivo e judicial) e a soberania popular, representando o triunfo do liberalismo político.
A Revolução Americana foi pioneira e serviu de modelo para outras revoluções liberais, incluindo a Revolução Francesa.