Estruturas de Poder e Dinâmicas Coloniais
O Antigo Regime caracterizava-se não apenas por sua sociedade estamental, mas também por suas estruturas políticas e económicas específicas. Este sistema sustentava-se na desigualdade social e jurídica.
A maioria dos estados europeus funcionava como monarquias absolutas, onde o rei concentrava em suas mãos os poderes legislativo, executivo e judiciário. A França de Luís XIV tornou-se o modelo deste sistema, com o monarca justificando seu poder pelo direito divino. Estas monarquias fortaleceram seus exércitos e burocracias, reprimindo qualquer forma de oposição.
Em contraste, desenvolviam-se os Estados Parlamentares, com a Inglaterra à frente após a Revolução Gloriosa de 1688. Nestes casos, o poder do rei era limitado por um parlamento que, ainda que de forma restrita, representava diferentes setores da sociedade. Este modelo introduziu práticas como o debate político, a negociação e o controle do executivo pelo legislativo.
As dinâmicas coloniais representavam outro aspeto fundamental deste período. As potências europeias expandiram seus domínios na América, África e Ásia, estabelecendo sistemas de exploração económica baseados na extração de riquezas e no uso de mão de obra indígena e africana. Esta expansão também significou a imposição cultural europeia e gerou tanto resistências locais quanto conflitos entre as próprias potências colonizadoras.
Atenção! A tensão entre os modelos absolutistas e parlamentares moldaria profundamente o desenvolvimento político europeu, lançando as bases para as revoluções que transformariam a Europa no final do século XVIII.