Privilégios da Nobreza e Fundamentos do Poder Régio
A nobreza gozava de inúmeros privilégios: não pagava impostos, recebia rendas de suas terras, podia portar espada e brasão, tinha tratamento diferenciado e usava vestuário específico. Todos estes benefícios vinham do nascimento e da linhagem, transmitidos de geração em geração.
Existiam algumas formas de nobilitação que permitiam a mobilidade social, como a concessão régia de um título como recompensa por serviços, o casamento entre nobres e burgueses enriquecidos, e a compra de títulos (venalidade). Para a burguesia, comprar títulos significava aceder ao meio social da nobreza, enquanto a nobreza aumentava seus recursos financeiros através dos dotes.
Segundo Bossuet, o rei era considerado o representante de Deus na Terra, com autoridade sagrada. O exercício do poder real tinha quatro características essenciais: era sagrado (origem divina), paternal (servia ao bem do povo), absoluto (mas não arbitrário) e submetido à razão (sabedoria concedida por Deus).
Atenção! Questionar o rei era considerado quase como questionar a Deus, pois acreditava-se que o monarca reinava por vontade divina, uma crença que legitimava todo o sistema absolutista.