A implantação do marxismo-leninismo na Rússia
A Rússia de 1917 era uma panela de pressão prestes a explodir. O país enfrentava tensões sociais extremas: camponeses (85% da população) exigiam terras, operários lutavam por melhores condições, e a burguesia desejava modernização. A participação russa na Primeira Guerra Mundial só agravou a situação, trazendo fome, desorganização económica e derrotas humilhantes.
Foi neste contexto que ocorreram duas revoluções cruciais. Em fevereiro, grandes manifestações populares levaram à formação dos sovietes (assembleias populares) que, com o apoio dos soldados, resultaram no assalto ao Palácio de Inverno e na abdicação do Czar Nicolau II. A Rússia tornou-se uma república governada por um Governo Provisório.
Entre fevereiro e outubro, desenvolveu-se uma dualidade de poderes: o Governo Provisório tentava estabelecer uma democracia parlamentar enquanto os sovietes, cada vez mais controlados pelos bolcheviques, reivindicavam medidas mais radicais. Com o regresso de Lénine à Rússia em abril, o movimento ganhou força através das "Teses de Abril", que defendiam a retirada da guerra e a entrega do poder aos sovietes.
💡 Os sovietes eram conselhos de camponeses, operários e soldados que se tornaram a base do novo poder revolucionário, representando uma forma de democracia direta muito diferente do modelo parlamentar ocidental.




























