A Revolução Inglesa e a Monarquia Parlamentar
A crise entre o rei Carlos I e o Parlamento inglês culminou em guerra civil (1642-1649). O rei governou de forma absoluta durante a "tirania dos onze anos" (1629-1640), ignorando a "Petição dos Direitos" que proibia o levantamento de impostos sem consentimento parlamentar e a prisão arbitrária de cidadãos.
Na guerra civil, os parlamentaristas liderados por Oliver Cromwell derrotaram as forças realistas. Carlos I foi executado e proclamou-se a República, com Cromwell como Lorde Protetor. No entanto, seu governo tornou-se ditatorial, gerando descontentamento. Em 1660, a monarquia foi restaurada com Carlos II, que devolveu poder ao Parlamento e promulgou o habeas corpus (1679), garantindo que ninguém seria preso sem culpa formada.
Quando o católico Jaime II sucedeu ao trono, uma nova crise surgiu. Em 1688, membros do Parlamento convidaram Guilherme de Orange (casado com Maria, filha de Jaime II) a assumir o trono inglês. Este episódio, conhecido como a Revolução Gloriosa, levou à fuga de Jaime II para França e à assinatura da "Declaração dos Direitos" pelos novos monarcas, estabelecendo definitivamente a monarquia parlamentar.
📜 Marco histórico: A Declaração dos Direitos de 1689 foi um dos primeiros documentos a limitar formalmente o poder real, obrigando os monarcas a convocar regularmente o Parlamento e a respeitar as liberdades individuais dos súditos.