A Inglaterra: Da Revolução à Monarquia Parlamentar
Entre 1603 e 1688-1689, a Inglaterra viveu um período politicamente conturbado, oscilando entre absolutismo e parlamentarismo. Com a morte da rainha Isabel I, Jaime I iniciou a dinastia Stuart - era autoritário e simpatizante do catolicismo, o que dificultou o apoio das elites parlamentares.
O conflito acentuou-se com Carlos I (1625), católico que ampliou a cisão com o Parlamento através de medidas consideradas ilegais. Em 1628, o Parlamento apresentou a "Petição dos Direitos", recomendando que os direitos dos súbditos fossem respeitados. Carlos I ignorou a petição e governou de forma absoluta entre 1629-1640, período conhecido como a "tirania dos onze anos".
O crescente descontentamento originou uma guerra civil (1642-1649) entre realistas (defensores do rei) e parlamentaristas (também chamados "cabeças redondas"), liderados por Oliver Cromwell. Com a vitória parlamentarista, o rei foi executado e Cromwell proclamou a república, tornando-se Lorde Protetor. O Parlamento assumiu-se como órgão supremo legislativo, mas Cromwell acabou governando de forma ditatorial.
Em 1660, Carlos II restaurou a monarquia, compensando as vítimas da guerra civil, promulgando o habeas corpus (1679), abolindo a censura, garantindo a liberdade de petição e devolvendo poder ao Parlamento. Sua morte levou ao trono Jaime II, católico e defensor do absolutismo, provocando nova crise.
Pensa nisto! A Petição dos Direitos de 1628 proibia o rei de levantar impostos sem consentimento, exigir empréstimos forçados ou prender alguém sem julgamento. Estes princípios, que parecem básicos hoje, foram revolucionários na época e formaram as bases do constitucionalismo moderno que limita o poder dos governantes!