Louvores aos Peixes
Quando Santo António muda de púlpito para pregar aos peixes, inicia-se uma alegoria brilhante. Os peixes representam tudo aquilo que os homens deveriam ser mas não são.
As virtudes dos peixes contrastam com os defeitos humanos: não se domesticam, são livres, foram criados por Deus e são bons ouvintes. Vieira compara-os com outros animais que, apesar de receberem sustento dos homens, ainda têm de os servir.
No capítulo III, destaca peixes específicos. A rémora, pequena mas poderosa, trava o caminho das naus - como Santo António travava as paixões humanas. O peixe de Tobias tem entranhas que curam a cegueira, simbolizando como Santo António iluminava os ouvintes.
Curiosidade: Cada peixe escolhido tem características que permitem a Vieira fazer críticas subtis mas devastadoras à sociedade da época!