Métodos de Datação das Rochas
A datação relativa permite sequenciar acontecimentos geológicos sem atribuir idades numéricas. Funciona através de vários princípios:
O princípio da horizontalidade inicial diz-nos que os estratos formam-se horizontalmente. Se os encontrarmos inclinados, é porque sofreram deformação posterior à sua formação. Já o princípio da sobreposição indica que, numa sequência não perturbada, o estrato mais recente está no topo e o mais antigo na base.
O princípio da identidade paleontológica é super útil! Estratos com o mesmo conteúdo fóssil têm a mesma idade. Isto acontece porque certas espécies viveram durante períodos curtos mas estavam muito espalhadas geograficamente.
💡 Se comparares estratos de duas regiões e notares que falta um estrato numa delas, isso significa que esse estrato nunca se formou nesse local ou foi erodido!
Os últimos dois princípios são simples mas poderosos: o princípio da inclusão diz que estruturas incluídas num estrato são mais antigas que esse estrato, enquanto o princípio da interseção indica que estruturas que cortam um estrato (como falhas) são mais recentes que ele.
Por outro lado, a datação absoluta atribui valores numéricos à idade das rochas, medidos em milhões de anos (M.a.). O método mais comum é a datação radiométrica, baseada no decaimento radioativo de isótopos instáveis (isótopo-pai) em isótopos estáveis (isótopo-filho). Cada isótopo tem um tempo de semi-vida específico - o tempo necessário para que metade da quantidade inicial se transforme.





















