A gestão e utilização do solo arável
Os solos portugueses apresentam características desafiadoras para a agricultura. São maioritariamente pouco profundos, pedregosos, ácidos e com baixo teor de matéria orgânica. Situados frequentemente em terrenos com forte declive, apenas 26% dos nossos solos têm aptidão para a agricultura, enquanto a maioria tem vocação florestal.
A utilização do solo em Portugal enfrenta vários problemas estruturais. Existe um desajustamento entre a área cultivada e a aptidão agrícola, levando à degradação acelerada dos solos. A seleção inadequada de espécies e práticas agrícolas desadequadas, como mecanização excessiva e uso excessivo de agroquímicos, agravam esta situação. As monoculturas intensivas contribuem para a degradação dos solos, contaminação dos aquíferos e perda de biodiversidade.
Para combater estes problemas, foi criada a Reserva Agrícola Nacional (RAN), uma estratégia de sustentabilidade para os solos agrícolas que visa proteger os terrenos e promover o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.
💡 Sabias que? Apesar das limitações naturais, os solos portugueses podem ser muito produtivos quando geridos corretamente, aplicando práticas agrícolas sustentáveis e respeitando a sua aptidão natural.











