Caracterização das Regiões Agrárias - Parte I
Os Açores (RAA) caracterizam-se por um povoamento misto com cultivo intensivo em solos vulcânicos. Devido à alta precipitação e baixa insolação, desenvolveu-se uma estratificação altimétrica das culturas: nas zonas baixas predomina a policultura intensiva, enquanto nas altitudes elevadas encontramos prados e pastagens. Os campos são de pequena/média dimensão, irregulares e vedados.
A Madeira (RAM) apresenta povoamento disperso e cultivo intensivo em solos vulcânicos. A região é marcada por microfúndios fechados e irregulares, onde se cultiva em socalcos nas zonas íngremes. A policultura intensiva é apoiada por redes de canais de irrigação, destacando-se as culturas de horticultura, floricultura, batata e culturas permanentes como vinhas e banana.
💡 Os solos vulcânicos dos arquipélagos são extremamente férteis, o que facilita a prática agrícola intensiva, mesmo em condições topográficas desafiantes.
O Algarve (ALG) tem um povoamento misto (concentrado/disperso) e apresenta dois sistemas distintos: cultivo intensivo no litoral (policultura e regadio) e extensivo no interior (monocultura e sequeiro). Os campos são de média dimensão, abertos no interior e fechados no litoral, com culturas temporárias como cereais e horticultura, e permanentes como alfarrobeiras e amendoeiras.
O Alentejo (ALE) caracteriza-se por povoamento concentrado e cultivo extensivo em latifúndios regulares sem vedações. Com solos graníticos e xistosos, a região pratica monocultura de sequeiro com pousios longos, dedicando-se à produção de cereais, azinheira, sobreiro e à criação de gado ovino, suíno e bovino.







































