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FilosofiaFilosofia1.884 visualizações·Atualizado 30 de jun. de 2026·10 páginas

Resumo de Lógica Proposicional - Filosofia 10º Ano

C
Carolina Santos@carolina_santos

A lógica proposicional é uma ferramenta essencial para analisar e...

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# Logica proposicional.

Linguagem da logica proporsicional clássica

• António vai jantar fora & proposições simples
António vai ao cinema

Linguagem da Lógica Proposicional

A lógica proposicional trabalha com proposições que podem ser verdadeiras ou falsas. Estas proposições podem ser simples (como "António vai jantar fora") ou complexas (como "António vai jantar fora e ao cinema").

Para formalizar estas proposições, usamos um dicionário que atribui letras (variáveis proposicionais) a frases declarativas. Por exemplo: P: "António vai jantar fora" e Q: "António vai ao cinema". Isto permite transformar argumentos em linguagem normal para uma forma lógica estruturada.

A negação (simbolizada por ¬) é um dos operadores básicos da lógica proposicional, indicando que uma proposição não é verdadeira. Por exemplo, ¬P significa "Não é verdade que António vai jantar fora".

Dica útil: Ao formalizar um argumento, primeiro identifique todas as proposições simples e atribua-lhes letras diferentes antes de adicionar os operadores lógicos.

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• António vai jantar fora & proposições simples
António vai ao cinema

Operadores Proposicionais

Os operadores lógicos permitem combinar proposições simples para formar proposições complexas:

A conjunção (∧) corresponde a "e", "mas", "também" - sendo verdadeira apenas quando ambas as proposições são verdadeiras.

A disjunção inclusiva (∨) corresponde a "ou" - sendo verdadeira quando pelo menos uma proposição é verdadeira.

A disjunção exclusiva (∨) corresponde a "ou...ou" - sendo verdadeira quando exatamente uma proposição é verdadeira.

O condicional (→) corresponde a "se...então" - estabelecendo uma condição suficiente. Na formalização "P → Q", P é o antecedente e Q é o consequente.

O bicondicional (↔) corresponde a "se e somente se" - estabelecendo uma condição necessária e suficiente.

🔑 Lembra-te: Os conectivos como ∧, ∨, →, ↔ são operadores verofuncionais, ou seja, o valor de verdade da proposição composta depende apenas dos valores de verdade das proposições componentes.

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# Logica proposicional.

Linguagem da logica proporsicional clássica

• António vai jantar fora & proposições simples
António vai ao cinema

Formalização Complexa e de Argumentos

Na formalização complexa, usamos mais de duas variáveis e vários operadores. Para resolver estas formalizações, é crucial identificar o operador com maior âmbito - aquele que se aplica a toda a proposição.

Por exemplo, para "A Vera foi a Lisboa e ao Porto, ou a Guimarães":

  • P: A Vera foi a Lisboa
  • Q: A Vera foi ao Porto
  • R: A Vera foi a Guimarães
  • Formalização: (P ∧ Q) ∨ R

Para formalizar argumentos completos, identificamos as premissas e a conclusão. Por exemplo:

  • "Se o Professor Plum matou o Mr. Boddy, então ele teve acesso à comida."
  • "O Professor Plum não teve acesso à comida."
  • "Logo, o Professor Plum não matou o Mr. Boddy."

Formalização: (P → Q), ¬Q ∴ ¬P

💡 Nota importante: O símbolo ∴ significa "portanto" e separa as premissas da conclusão na formalização de argumentos.

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# Logica proposicional.

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Funções de Verdade e Tabelas de Verdade

As funções de verdade determinam quando uma proposição complexa é verdadeira ou falsa, dependendo dos valores de verdade das proposições simples que a compõem.

Tabelas de verdade são diagramas que mostram todas as possíveis combinações de valores de verdade para as variáveis proposicionais em uma fórmula. Vamos ver algumas tabelas básicas:

Para a negação, ¬P é verdadeiro quando P é falso, e vice-versa.

Para a conjunção (P ∧ Q), o resultado é verdadeiro apenas quando ambos P e Q são verdadeiros.

A disjunção inclusiva (P ∨ Q) é verdadeira quando pelo menos um dos elementos é verdadeiro.

A disjunção exclusiva (P ∨ Q) é verdadeira quando exatamente um elemento é verdadeiro.

O condicional (P → Q) é falso apenas quando o antecedente é verdadeiro e o consequente falso.

O bicondicional (P ↔ Q) é verdadeiro quando ambos os elementos têm o mesmo valor de verdade.

🧩 Dica prática: As tabelas de verdade são ferramentas essenciais para verificar a validade de argumentos - elas mostram todas as possibilidades lógicas!

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Classificação de Proposições e Tabelas Complexas

As proposições podem ser classificadas em:

  • Tautologias: sempre verdadeiras em todas as circunstâncias
  • Contradições: sempre falsas em todas as circunstâncias
  • Contingências: podem ser verdadeiras ou falsas, dependendo da circunstância

Para construir tabelas de verdade complexas, começamos com os operadores de menor âmbito e avançamos para os de maior âmbito. Por exemplo, para (P ∧ Q) → R:

  1. Primeiro calculamos (P ∧ Q)
  2. Em seguida, aplicamos o condicional para obter o resultado final

Um argumento válido ocorre quando não existe nenhuma circunstância em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Utilizamos tabelas de validade (ou "inspetores de circunstâncias") para verificar isso.

🔍 Lembra-te: Ao construir tabelas de verdade complexas, trabalha sempre de dentro para fora, começando pelas operações entre parênteses e seguindo a ordem de precedência dos operadores.

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Argumentos Válidos e Inválidos

Um argumento é inválido quando existe pelo menos uma circunstância em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Por exemplo:

(P → Q), Q ∴ P

Na linha onde P=F e Q=V, as premissas são verdadeiras mas a conclusão é falsa, tornando este argumento inválido.

Negações de proposições podem ser simples (como "A Joana foi à praia" → "A Joana não foi à praia") ou mais complexas com proposições quantificadas (como "Todos os alunos gostam de férias" → "Nem todos os alunos gostam de férias").

Proposições categóricas afirmam ou negam algo sem condições, contendo:

  • Um sujeito (S) - aquilo sobre o que se fala
  • Uma cópula (verbo) - geralmente o verbo "ser"
  • Um predicado (P) - o que se afirma sobre o sujeito
  • Um quantificador - palavras como "todos", "alguns", "nenhum"

📝 Importante: Identificar corretamente a estrutura de uma proposição categórica é essencial para sua análise lógica e para determinar sua negação apropriada.

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Proposições Categóricas e Classificação

As proposições categóricas em forma padrão ou canónica seguem estruturas como "Todo S é P" ou "Nenhum S é P". Podemos classificá-las usando dois critérios:

Quanto à quantidade:

  • Universais: referem-se a todos os elementos do conjunto (Todo, Nenhum)
  • Particulares: referem-se a apenas alguns elementos (Algum, Algum não)

Quanto à qualidade:

  • Afirmativas: atribuem uma qualidade (Todo, Algum)
  • Negativas: negam uma qualidade (Nenhum, Algum não)

Estas classificações resultam em quatro tipos básicos:

  • A: Universal afirmativa (Todo S é P)
  • I: Particular afirmativa (Algum S é P)
  • E: Universal negativa (Nenhum S é P)
  • O: Particular negativa (Algum S não é P)

O quadro da oposição relaciona estas proposições, mostrando como estão logicamente interconectadas.

🎯 Dica de estudo: Memorizar as letras A, E, I, O e suas correspondentes proposições categóricas facilita muito a análise de argumentos clássicos como os silogismos.

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Negação de Proposições Complexas

Para negar proposições complexas, aplicamos regras específicas:

Negação de conjunções (Leis de De Morgan): ¬(P ∧ Q) = ¬P ∨ ¬Q

Exemplo: "Não é verdade que a Joana foi à praia e ao cinema" equivale a "A Joana não foi à praia ou não foi ao cinema".

Negação de disjunções (Leis de De Morgan): ¬(P ∨ Q) = ¬P ∧ ¬Q

Exemplo: "Não é verdade que a Joana foi à praia ou ao cinema" equivale a "A Joana não foi à praia e não foi ao cinema".

Negação de condicionais: ¬(P → Q) = P ∧ ¬Q

Negação de bicondicionais: ¬(P ↔ Q) = (¬P ∧ Q) ∨ (P ∧ ¬Q)

🧠 Verificação rápida: Se tiveres dúvidas se duas expressões são logicamente equivalentes, constrói uma tabela de verdade para cada uma. Se os resultados finais forem iguais, as expressões são equivalentes.

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Formas de Inferência Válidas

Existem várias formas de inferência válidas que são fundamentais na lógica proposicional:

Modus Ponens (MP): (P → Q), P ∴ Q Se P implica Q, e P é verdadeiro, então Q é verdadeiro.

Modus Tollens (MT): (P → Q), ¬Q ∴ ¬P Se P implica Q, e Q é falso, então P também é falso.

Silogismo Hipotético/Condicional (SH/SC): (P → Q), (Q → R) ∴ (P → R) Se P implica Q, e Q implica R, então P implica R.

Silogismo Disjuntivo (SD): (P ∨ Q), ¬Q ∴ P Se P ou Q é verdadeiro, e Q é falso, então P é verdadeiro.

Leis de De Morgan:

  • ¬(P ∨ Q) ∴ ¬P ∧ ¬Q (Negação disjuntiva)
  • ¬(P ∧ Q) ∴ ¬P ∨ ¬Q (Negação conjuntiva)

Contraposição: P → Q ∴ ¬Q → ¬P A contraposição de uma condicional é logicamente equivalente à condicional original.

🌟 Aplicação prática: Estas formas de inferência são essenciais para construir provas lógicas e reconhecer argumentos válidos em textos e debates.

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Falácias Formais

Falácias formais são argumentos que parecem válidos, mas contêm erros estruturais que os tornam inválidos. As duas principais falácias formais são:

Falácia da Afirmação do Consequente (FAC):

(A → B)
B
∴ A

Este argumento é inválido porque confunde a condição suficiente com a necessária. Não se pode concluir A apenas porque B ocorreu, já que B pode ocorrer por outras razões.

Falácia da Negação do Antecedente (FNA):

(A → B)
¬A
∴ ¬B

Este argumento é inválido porque nega a condição suficiente. Não podemos concluir que B não ocorre simplesmente porque A não ocorre, já que B pode ocorrer independentemente de A.

⚠️ Cuidado especial: Estas falácias são perigosas porque parecem muito com formas válidas de inferência. A FAC parece o Modus Ponens e a FNA parece o Modus Tollens, mas têm estruturas logicamente distintas!

Pensávamos que não ias perguntar...

O nosso companheiro de aprendizagem com IA foi especificamente criado para as necessidades dos estudantes. Com base nos milhões de conteúdos que temos na plataforma, podemos fornecer respostas verdadeiramente significativas e relevantes para os estudantes. Mas não se trata apenas de respostas, o companheiro foca-se mais em guiar os estudantes através dos seus desafios diários de aprendizagem, com planos de estudo personalizados, quizzes ou conteúdos no chat e 100% de personalização baseada nas habilidades e desenvolvimentos do estudante.

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4.6/5App Store
4.7/5Google Play

A App é muito fácil de usar e está nem organizada. Encontrei tudo o que estava à procura até agora e consegui aprender muito com as apresentações! Vou usar a app para um trabalho escolar! E claro que também me ajuda muito como inspiração.

João Sutilizador iOS

Esta app é realmente incrível. Há tantas anotações de estudo e ajuda [...]. A minha disciplina problemática é Francês, por exemplo, e a app tem muitas opções de ajuda. Graças a esta app, melhorei o meu Francês. Eu recomendo a qualquer pessoa.

Sara C.utilizadora Android

Uau, estou realmente impressionado. Acabei de experimentar o app porque o vi anunciado muitas vezes e fiquei absolutamente surpreso. Este app é A AJUDA que você quer para a escola e, acima de tudo, oferece tantas coisas, como exercícios e folhas de fatos, que têm sido MUITO úteis para mim pessoalmente.

Anautilizadora iOS

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Resumo de Lógica Proposicional - Filosofia 10º Ano

C
Carolina Santos@carolina_santos

A lógica proposicional é uma ferramenta essencial para analisar e construir argumentos válidos. Neste resumo, vamos explorar os conceitos fundamentais que permitem avaliar a validade de raciocínios, desde a formalização de proposições até a identificação de falácias lógicas.

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Linguagem da Lógica Proposicional

A lógica proposicional trabalha com proposições que podem ser verdadeiras ou falsas. Estas proposições podem ser simples (como "António vai jantar fora") ou complexas (como "António vai jantar fora e ao cinema").

Para formalizar estas proposições, usamos um dicionário que atribui letras (variáveis proposicionais) a frases declarativas. Por exemplo: P: "António vai jantar fora" e Q: "António vai ao cinema". Isto permite transformar argumentos em linguagem normal para uma forma lógica estruturada.

A negação (simbolizada por ¬) é um dos operadores básicos da lógica proposicional, indicando que uma proposição não é verdadeira. Por exemplo, ¬P significa "Não é verdade que António vai jantar fora".

Dica útil: Ao formalizar um argumento, primeiro identifique todas as proposições simples e atribua-lhes letras diferentes antes de adicionar os operadores lógicos.

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Operadores Proposicionais

Os operadores lógicos permitem combinar proposições simples para formar proposições complexas:

A conjunção (∧) corresponde a "e", "mas", "também" - sendo verdadeira apenas quando ambas as proposições são verdadeiras.

A disjunção inclusiva (∨) corresponde a "ou" - sendo verdadeira quando pelo menos uma proposição é verdadeira.

A disjunção exclusiva (∨) corresponde a "ou...ou" - sendo verdadeira quando exatamente uma proposição é verdadeira.

O condicional (→) corresponde a "se...então" - estabelecendo uma condição suficiente. Na formalização "P → Q", P é o antecedente e Q é o consequente.

O bicondicional (↔) corresponde a "se e somente se" - estabelecendo uma condição necessária e suficiente.

🔑 Lembra-te: Os conectivos como ∧, ∨, →, ↔ são operadores verofuncionais, ou seja, o valor de verdade da proposição composta depende apenas dos valores de verdade das proposições componentes.

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Formalização Complexa e de Argumentos

Na formalização complexa, usamos mais de duas variáveis e vários operadores. Para resolver estas formalizações, é crucial identificar o operador com maior âmbito - aquele que se aplica a toda a proposição.

Por exemplo, para "A Vera foi a Lisboa e ao Porto, ou a Guimarães":

  • P: A Vera foi a Lisboa
  • Q: A Vera foi ao Porto
  • R: A Vera foi a Guimarães
  • Formalização: (P ∧ Q) ∨ R

Para formalizar argumentos completos, identificamos as premissas e a conclusão. Por exemplo:

  • "Se o Professor Plum matou o Mr. Boddy, então ele teve acesso à comida."
  • "O Professor Plum não teve acesso à comida."
  • "Logo, o Professor Plum não matou o Mr. Boddy."

Formalização: (P → Q), ¬Q ∴ ¬P

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Funções de Verdade e Tabelas de Verdade

As funções de verdade determinam quando uma proposição complexa é verdadeira ou falsa, dependendo dos valores de verdade das proposições simples que a compõem.

Tabelas de verdade são diagramas que mostram todas as possíveis combinações de valores de verdade para as variáveis proposicionais em uma fórmula. Vamos ver algumas tabelas básicas:

Para a negação, ¬P é verdadeiro quando P é falso, e vice-versa.

Para a conjunção (P ∧ Q), o resultado é verdadeiro apenas quando ambos P e Q são verdadeiros.

A disjunção inclusiva (P ∨ Q) é verdadeira quando pelo menos um dos elementos é verdadeiro.

A disjunção exclusiva (P ∨ Q) é verdadeira quando exatamente um elemento é verdadeiro.

O condicional (P → Q) é falso apenas quando o antecedente é verdadeiro e o consequente falso.

O bicondicional (P ↔ Q) é verdadeiro quando ambos os elementos têm o mesmo valor de verdade.

🧩 Dica prática: As tabelas de verdade são ferramentas essenciais para verificar a validade de argumentos - elas mostram todas as possibilidades lógicas!

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Classificação de Proposições e Tabelas Complexas

As proposições podem ser classificadas em:

  • Tautologias: sempre verdadeiras em todas as circunstâncias
  • Contradições: sempre falsas em todas as circunstâncias
  • Contingências: podem ser verdadeiras ou falsas, dependendo da circunstância

Para construir tabelas de verdade complexas, começamos com os operadores de menor âmbito e avançamos para os de maior âmbito. Por exemplo, para (P ∧ Q) → R:

  1. Primeiro calculamos (P ∧ Q)
  2. Em seguida, aplicamos o condicional para obter o resultado final

Um argumento válido ocorre quando não existe nenhuma circunstância em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Utilizamos tabelas de validade (ou "inspetores de circunstâncias") para verificar isso.

🔍 Lembra-te: Ao construir tabelas de verdade complexas, trabalha sempre de dentro para fora, começando pelas operações entre parênteses e seguindo a ordem de precedência dos operadores.

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Argumentos Válidos e Inválidos

Um argumento é inválido quando existe pelo menos uma circunstância em que todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. Por exemplo:

(P → Q), Q ∴ P

Na linha onde P=F e Q=V, as premissas são verdadeiras mas a conclusão é falsa, tornando este argumento inválido.

Negações de proposições podem ser simples (como "A Joana foi à praia" → "A Joana não foi à praia") ou mais complexas com proposições quantificadas (como "Todos os alunos gostam de férias" → "Nem todos os alunos gostam de férias").

Proposições categóricas afirmam ou negam algo sem condições, contendo:

  • Um sujeito (S) - aquilo sobre o que se fala
  • Uma cópula (verbo) - geralmente o verbo "ser"
  • Um predicado (P) - o que se afirma sobre o sujeito
  • Um quantificador - palavras como "todos", "alguns", "nenhum"

📝 Importante: Identificar corretamente a estrutura de uma proposição categórica é essencial para sua análise lógica e para determinar sua negação apropriada.

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Proposições Categóricas e Classificação

As proposições categóricas em forma padrão ou canónica seguem estruturas como "Todo S é P" ou "Nenhum S é P". Podemos classificá-las usando dois critérios:

Quanto à quantidade:

  • Universais: referem-se a todos os elementos do conjunto (Todo, Nenhum)
  • Particulares: referem-se a apenas alguns elementos (Algum, Algum não)

Quanto à qualidade:

  • Afirmativas: atribuem uma qualidade (Todo, Algum)
  • Negativas: negam uma qualidade (Nenhum, Algum não)

Estas classificações resultam em quatro tipos básicos:

  • A: Universal afirmativa (Todo S é P)
  • I: Particular afirmativa (Algum S é P)
  • E: Universal negativa (Nenhum S é P)
  • O: Particular negativa (Algum S não é P)

O quadro da oposição relaciona estas proposições, mostrando como estão logicamente interconectadas.

🎯 Dica de estudo: Memorizar as letras A, E, I, O e suas correspondentes proposições categóricas facilita muito a análise de argumentos clássicos como os silogismos.

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Negação de Proposições Complexas

Para negar proposições complexas, aplicamos regras específicas:

Negação de conjunções (Leis de De Morgan): ¬(P ∧ Q) = ¬P ∨ ¬Q

Exemplo: "Não é verdade que a Joana foi à praia e ao cinema" equivale a "A Joana não foi à praia ou não foi ao cinema".

Negação de disjunções (Leis de De Morgan): ¬(P ∨ Q) = ¬P ∧ ¬Q

Exemplo: "Não é verdade que a Joana foi à praia ou ao cinema" equivale a "A Joana não foi à praia e não foi ao cinema".

Negação de condicionais: ¬(P → Q) = P ∧ ¬Q

Negação de bicondicionais: ¬(P ↔ Q) = (¬P ∧ Q) ∨ (P ∧ ¬Q)

🧠 Verificação rápida: Se tiveres dúvidas se duas expressões são logicamente equivalentes, constrói uma tabela de verdade para cada uma. Se os resultados finais forem iguais, as expressões são equivalentes.

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Formas de Inferência Válidas

Existem várias formas de inferência válidas que são fundamentais na lógica proposicional:

Modus Ponens (MP): (P → Q), P ∴ Q Se P implica Q, e P é verdadeiro, então Q é verdadeiro.

Modus Tollens (MT): (P → Q), ¬Q ∴ ¬P Se P implica Q, e Q é falso, então P também é falso.

Silogismo Hipotético/Condicional (SH/SC): (P → Q), (Q → R) ∴ (P → R) Se P implica Q, e Q implica R, então P implica R.

Silogismo Disjuntivo (SD): (P ∨ Q), ¬Q ∴ P Se P ou Q é verdadeiro, e Q é falso, então P é verdadeiro.

Leis de De Morgan:

  • ¬(P ∨ Q) ∴ ¬P ∧ ¬Q (Negação disjuntiva)
  • ¬(P ∧ Q) ∴ ¬P ∨ ¬Q (Negação conjuntiva)

Contraposição: P → Q ∴ ¬Q → ¬P A contraposição de uma condicional é logicamente equivalente à condicional original.

🌟 Aplicação prática: Estas formas de inferência são essenciais para construir provas lógicas e reconhecer argumentos válidos em textos e debates.

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Falácias Formais

Falácias formais são argumentos que parecem válidos, mas contêm erros estruturais que os tornam inválidos. As duas principais falácias formais são:

Falácia da Afirmação do Consequente (FAC):

(A → B)
B
∴ A

Este argumento é inválido porque confunde a condição suficiente com a necessária. Não se pode concluir A apenas porque B ocorreu, já que B pode ocorrer por outras razões.

Falácia da Negação do Antecedente (FNA):

(A → B)
¬A
∴ ¬B

Este argumento é inválido porque nega a condição suficiente. Não podemos concluir que B não ocorre simplesmente porque A não ocorre, já que B pode ocorrer independentemente de A.

⚠️ Cuidado especial: Estas falácias são perigosas porque parecem muito com formas válidas de inferência. A FAC parece o Modus Ponens e a FNA parece o Modus Tollens, mas têm estruturas logicamente distintas!

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João Sutilizador iOS

Esta app é realmente incrível. Há tantas anotações de estudo e ajuda [...]. A minha disciplina problemática é Francês, por exemplo, e a app tem muitas opções de ajuda. Graças a esta app, melhorei o meu Francês. Eu recomendo a qualquer pessoa.

Sara C.utilizadora Android

Uau, estou realmente impressionado. Acabei de experimentar o app porque o vi anunciado muitas vezes e fiquei absolutamente surpreso. Este app é A AJUDA que você quer para a escola e, acima de tudo, oferece tantas coisas, como exercícios e folhas de fatos, que têm sido MUITO úteis para mim pessoalmente.

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