Cultura do Palácio: Duas Conjunturas Distintas
O período da Cultura do Palácio (primeira metade do século XV até 1618) divide-se em duas conjunturas fundamentais: a primeira, marcada pelo crescimento e expansão do Renascimento; a segunda, pela crise e depressão que originaram o Maneirismo.
O surgimento do Renascimento foi possibilitado por diversas condições favoráveis: a difusão de uma nova mentalidade, a existência de vestígios da cultura clássica, o desenvolvimento económico e a prática do mecenato. A rivalidade entre as cidades italianas e o surgimento de universidades, bibliotecas e centros impressores também foram fatores decisivos.
Já a segunda conjuntura, que originou o Maneirismo, desenvolveu-se num cenário de crise generalizada. A Reforma Protestante e as lutas religiosas criaram um clima de insegurança, agravado por maus anos agrícolas, surtos de peste, crises comerciais e financeiras.
Atenção! Estas duas fases artísticas refletem diretamente as condições sociais e económicas da Europa - o Renascimento floresce em tempos de prosperidade, enquanto o Maneirismo surge como resposta a um período de instabilidade.



























