Funções Sintáticas
O sujeito pode ser classificado como expresso ou nulo. Quando expresso, pode ser simples (ex: "Gil Vicente escreveu farsas") ou composto (ex: "Gil Vicente e Camões são autores do séc. XVI"). Quando é nulo, pode ser subentendido (ex: "Lemos várias estrofes de Os Lusíadas") ou indeterminado (ex: "Dizem que a poesia é difícil").
O vocativo aparece em frases imperativas, interrogativas ou exclamativas para chamar a atenção do destinatário, como em "Ó Tágides, é tão grande o meu infortúnio!". Já o predicado pode ser formado apenas por um verbo (quando é intransitivo) ou por um verbo acompanhado de complementos, predicativos ou modificadores.
Os complementos desempenham papéis específicos: o complemento direto pode ser substituído pelos pronomes o, a, os, as ou pelos demonstrativos isto, isso, aquilo. O complemento indireto é introduzido pela preposição "a" e pode ser substituído por lhe/lhes. O complemento oblíquo é introduzido por preposições e pode indicar localização, movimento, duração ou necessidade. O complemento agente da passiva é o constituinte que pratica a ação na voz passiva.
💡 Dica prática: Para identificares o complemento indireto, tenta substituir por "lhe/lhes". Se a frase mantiver o sentido, estás perante um complemento indireto!
Os predicativos atribuem propriedades - o predicativo do sujeito aparece com verbos copulativos e o predicativo do complemento direto caracteriza o complemento direto. Por fim, o modificador acrescenta informações não essenciais à frase e pode ser retirado sem afetar a sua gramaticalidade.



