As orações coordenadas e subordinadas são estruturas fundamentais para construir... Mostrar mais
Entenda Orações Coordenadas e Subordinadas









Orações coordenadas e subordinadas
Quando falamos e escrevemos, geralmente usamos mais que uma oração para expressar nossas ideias. Estas orações podem se relacionar de duas formas principais: por coordenação (onde as orações têm o mesmo valor) ou por subordinação (onde uma oração depende da outra).
A forma como conectamos as orações influencia diretamente o significado da mensagem que queremos transmitir. Esse conteúdo vai te ajudar a compreender essas estruturas.
Dica rápida: Pensa nas orações coordenadas como amigas lado a lado com mesma importância, enquanto nas subordinadas, uma é a "chefe" (principal) e a outra depende dela!

Orações coordenadas
As orações coordenadas são independentes entre si, mas estão ligadas por conectores que estabelecem diferentes relações de sentido. Existem cinco tipos principais:
Copulativas expressam adição de ideias e usam conectores como "e" ou "nem". Exemplo: "Cheguei a casa e descalcei-me".
Adversativas mostram contraste ou oposição usando "mas", "porém", "contudo". Exemplo: "Chove muito, mas está calor".
Disjuntivas apresentam alternativas usando "ou", "ora...ora". Exemplo: "Pede ajuda ou falharás no prazo".
Conclusivas indicam conclusão ou resultado com "logo", "portanto", "por isso". Exemplo: "És carpinteiro; logo consegues consertar este armário".
Explicativas oferecem explicação para o que foi dito anteriormente, usando "pois", "porque". Exemplo: "Dormiu mal, pois está com olheiras".
Atenção! Os conectores são as palavrinhas-chave para identificares o tipo de oração coordenada!

Orações subordinadas
As orações subordinadas dependem da oração principal (subordinante) e funcionam como partes da frase. Ao contrário das coordenadas, elas não conseguem existir sozinhas com sentido completo.
Na frase "Ela cumprimentou o público quando iniciou a sessão", temos uma oração subordinante (ela cumprimentou o público) e uma subordinada (quando iniciou a sessão). A subordinada funciona como modificador, equivalente a "no início da sessão".
As orações subordinadas podem ser classificadas em três tipos principais: adverbiais, adjetivas e substantivas. Cada tipo desempenha uma função específica na frase.
Dica útil: Para identificar a subordinada, procura a oração que não consegue existir sozinha e precisa da outra para fazer sentido completo!

Orações subordinadas adverbiais (Parte 1)
As orações subordinadas adverbiais funcionam como advérbios, modificando a oração principal. Vamos conhecer os primeiros quatro tipos:
Causais indicam o motivo ou causa do que acontece na oração principal. Exemplo: "Fechei a janela porque estava frio" (o frio é a causa).
Temporais expressam quando algo acontece em relação à oração principal. Exemplo: "Eu já dormia quando ele chegou a casa" (estabelece relação de tempo).
Finais mostram a finalidade ou objetivo da ação na oração principal. Exemplo: "Para que nada falhe, faz uma lista de tarefas" (a finalidade é não falhar).
Condicionais indicam uma condição para que o evento da oração principal ocorra. Exemplo: "Come mais caso queiras" (a condição é querer).
Lembra-te: Estas orações respondem a perguntas como "por quê?", "quando?", "para quê?" e "em que condição?" relacionadas à oração principal.

Orações subordinadas adverbiais (Parte 2)
Continuando com os tipos de orações subordinadas adverbiais, temos:
Comparativas estabelecem comparação entre a oração principal e a subordinada. Exemplo: "Ela fala tão bem como escreve" (compara o falar com o escrever).
Consecutivas indicam o resultado ou consequência do que é mencionado na oração principal. Exemplo: "Choveu tanto que as ruas ficaram inundadas" (a inundação é consequência da chuva).
Concessivas expressam um contraste ou uma concessão em relação à oração principal. Mesmo com essa circunstância, a ação da principal acontece. Exemplo: "Vou à praia se bem que esteja frio" (mesmo estando frio, a ida à praia acontece).
Truque fácil: Para identificar concessivas, pensa em situações onde algo acontece "apesar de" outra coisa, tipo "mesmo que" ou "embora".

Orações subordinadas adjetivas
As orações subordinadas adjetivas funcionam como adjetivos na frase, caracterizando um nome. Existem dois tipos principais:
Restritivas limitam o sentido do nome a que se referem, sendo essenciais para a compreensão. Não usam vírgulas e funcionam como modificador restritivo. Exemplo: "Traz as sapatilhas que te ofereci" (especifica quais sapatilhas).
Explicativas acrescentam uma informação extra, não essencial para identificar o nome. Vêm sempre entre vírgulas e funcionam como modificador apositivo. Exemplo: "Aprecio este país, cujo povo é hospitaleiro" (a informação sobre o povo é adicional).
As adjetivas são introduzidas por pronomes relativos como "que", "quem", "onde", "cujo", etc., que se referem a um termo anterior na frase.
Dica prática: Se puderes remover a oração e a frase ainda fizer sentido completo, é uma explicativa. Se a remoção causar confusão, é restritiva!

Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas desempenham funções típicas de substantivos na frase. A principal é a subordinada substantiva completiva, que tem características específicas:
É introduzida por uma conjunção subordinativa completiva, geralmente "que". Exemplo: "É verdade que o prédio ruiu" (a oração funciona como sujeito).
Pode funcionar como sujeito, complemento direto ou complemento oblíquo do verbo da oração principal. Exemplo: "Ela sabe que os amigos a apoiam" (funciona como complemento direto).
Uma forma simples de identificá-la é tentar substituí-la pelo pronome demonstrativo "isso". Exemplo: "Eu anseio por que a guerra acabe" = "Eu anseio por isso" (complemento oblíquo).
Simplificando: Pensa nas substantivas como "pedaços" da frase que poderiam ser substituídos por um substantivo ou pelo pronome "isso"!

Síntese das orações
Agora que já conhecemos todos os tipos, vamos organizar o que aprendemos:
Orações coordenadas são independentes entre si e podem ser:
- Copulativas (adição)
- Adversativas (oposição)
- Disjuntivas (alternativa)
- Conclusivas (conclusão)
- Explicativas (explicação)
Orações subordinadas dependem da oração principal e dividem-se em:
-
Adverbiais: causais, temporais, finais, condicionais, comparativas, consecutivas, concessivas
-
Adjetivas: relativas restritivas e relativas explicativas
-
Substantivas: principalmente as completivas
Confia em ti! Depois de praticar um pouco, vais identificar estas orações facilmente em qualquer texto!
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Entenda Orações Coordenadas e Subordinadas
As orações coordenadas e subordinadas são estruturas fundamentais para construir frases mais complexas em português. Saber como elas funcionam vai te ajudar a escrever textos melhores e a entender melhor a gramática portuguesa.

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As orações subordinadas podem ser classificadas em três tipos principais: adverbiais, adjetivas e substantivas. Cada tipo desempenha uma função específica na frase.
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Orações subordinadas adjetivas
As orações subordinadas adjetivas funcionam como adjetivos na frase, caracterizando um nome. Existem dois tipos principais:
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